domingo, 28 de fevereiro de 2010

Marcelo Nova, a consciência crítica do Brasil

Numa realidade onde criticar virou tabu, ninguém questiona mais nada e o establishment se consolidou estando mais forte do nunca, já passou da hora do Brasil ouvir o que tem a dizer Marcelo Nova. Ainda há tempo...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Let It Bleed, a saga apocalíptica dos Rolling Stones

Os Rolling Stones encerraram a década de 60 com um álbum manifesto na contramão da filosofia hippie da segunda metade dos 60, com seu ponto alto no Festival de Woodstock, realizado em agosto de 1969. Em dezembro de 1969, há 40 anos, os Stones lançaram “Let It Bleed” (Deixa sangrar) definido por Mick Jagger como uma espécie de manifesto apocalíptico, o oposto do título do álbum com o qual os Beatles encerraram a década e a carreira, o conformista “Let It Be” (Deixa Estar). O álbum chegou ao primeiro lugar na Grã-Bretanha e ao terceiro nos Estados Unidos. Em 2003, ficou em 32º na lista dos 500 álbuns mais importantes da história do rock da Rolling Stone.
Um disco de transição para a banda que, sabe-se lá como, chegou quase inteira ao século 21. Internamente, marcou a mudança da formação consagrada, com Brian Jones, Mick Jagger, Bill Wyman, Keith Richards e Charlie Watts para a segunda fase, com o virtuoso guitarrista Mick Taylor. Brian Jones, defenestrado em junho de 69, morreu em três de julho afogado na piscina de casa, uma morte controversa e misteriosa. A primeira aparição de Taylor foi a cinco de julho num show no Hyde Park, Londres, que já estava marcado e virou homenagem a Brian.
A capa é uma “instalação” de Robert Brownjohn com o álbum sendo tocado numa pickup com um suporte para mais LPs preenchido com uma fita de estúdio, um mostrador de relógio, uma pizza, um pneu e um bolo, feito pela cozinheira depois-famosa Delia Smith , com as figuras da banda sobre a cobertura. Na contracapa, a mesma instalação semidestruída. A idéia veio do primeiro nome do disco, “Automatic Changer,” um dispositivo dos antigos toca-discos que permitia colocar vários LPs em cima do que estavam sendo tocado para serem executados um a um.
Os Rolling Stones realizaram uma grande turnê americana em 1969 que teve seu ponto alto (e baixo) no Festival de Altamont, na Califórnia, realizado no mesmo dezembro em que "Let It Bleed" foi lançado. E o sangue correu com agressões generalizadas por parte dos Hell’s Angels que os Stones na maior inocência chamaram para fazer a segurança. A simpatia ao diabo se juntou aos anjos do inferno em Altamont, tudo documentado no filme “Gimme Shelter.”

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Lula e a saúde (pública)


Lula quando participa de inaugurações de alguma obra ligada à saúde (posto de saúde, hospitais, etc.) adora usar discursos demagógicos e populistas do tipo: "Eu queria ficar doente pra ser atendido aqui nesse hospital público!". Pois bem, ontem ele discursava na inauguração de uma unidade de atendimento em Recife dizendo: "Eu quero ser o primeiro a ser atendido aqui!" quando passou mal. Imediatamente foi levado ao Hospital Português (privado...) um dos melhores do Brasil. Lá foi diagnosticado um quadro de hipertensão, 18 X 12, pra mim foi um enfarto ou um pré-infarto que a Casa Civil quer esconder. Precisamos ter cuidado com as afirmações do Presidente, nem ele confia nas coisas que faz...
*Foto: Lula cochilando ao lado de Dilma Roussef momentos antes de passar mal em Recife.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O Haiti é aqui, mas Lula como sempre não sabe...


Em 1993, Gilberto Gil e Caetano Veloso, para comemorar os 25 anos do disco Tropicália ou Panis Et Circenses lançaram Tropicália 2. A música "carro-chefe" do disco se chamava "Haiti". A música fazia comparações entre o Brasil e o país caribenho com todas aquelas mazelas sociais e políticas que temos visto ultimamente na TV. Há um trecho na música que diz o seguinte: "O Haiti é aqui...". Há alguns anos o Brasil mantém tropas militares para "pacificar" o Haiti, com a tragédia causada pelo terremoto o presidente Lula resolveu doar R$ 375 milhões ao povo haitiano. Uma iniciativa louvável, se não tivéssemos problemas aqui em nosso país... Semana passada viajando de Itirussu pra Vitória da Conquista observei na BR 116, na altura do município de Manoel Vitorino, um grupo de crianças pedindo esmolas aos motoristas. Aquela é uma região onde quase não chove e o solo é impróprio para a agricultura, ou seja, uma região muito pobre. O Governo Federal não assiste à aquelas pessoas. Tenho certeza que existem milhares de brasileiros também não-assistidos pelo Governo em todo país, então faço a seguinte pergunta: É correto Lula doar dinheiro do povo brasileiro para matar a fome do povo haitiano enquanto brasileiros passam fome no Brasil? Conforme cantaram Gil e Caetano em 93: O HAITI É AQUI.
P.S. Hoje Lula anunciou que vai visitar o Haiti em 25 de fevereiro. Bela iniciativa Lula, uma pena você não ter agido da mesma forma quando houveram os deslizamentos no Rio e em São Paulo no final do ano passado... Enquanto dezenas de brasileiros estavam soterrados por causa dos deslizamentos você preferiu ficar na praia de Inema (foto acima), em Salvador, tomando sua cervejinha...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A Batata Frita do Pantanal - Baixa Gastromia Parte III

"Ok, você venceu... Batata Frita!". Com essa frase Evandro Mesquita, líder da Blitz, na música Você não soube me amar ajudou a popularizar esse petisco nos bares e restaurantes Brasil afora no início dos anos 80. A batata frita da McDonald's é considerada a melhor de todas mas em Vitória da Conquista ela tem uma concorrente à altura: a batata frita do Restaurante Pantanal. O Pantanal começou a funcionar há pouco mais de 20 anos como uma simples mercearia de balcão. O bairro Candeias ainda era um loteamento e suas ruas nem eram pavimentadas. No início três amigos eram fregueses assíduos pra tomar cerveja: Gugé, Juvêncio(que possui cadeira cativa lá) e Lito. Depois foram chegando os amigos deles, esposas e os filhos, as esposas passaram a levar petiscos de casa o que acabou influenciando os proprietários a transformar a mercearia em restaurante. Mal sabiam eles que estavam sendo pioneiros (junto com Josa do Bar Cai 1) transformando aquela área do bairro Candeias na melhor concentração de bares e restaurantes da cidade. O segredo de produção da batata frita é guardado a sete chaves pelos proprietários já que o produto é a sensação da casa mas desconfio que seja usada gordura de algodão pra fritar a batatinha. Outra característica do Pantanal é a frequência familiar, sua clientela é cerca de 90% fixa. Os frequentadores do início que traziam os filhos hoje trazem os filhos e os netos, fazendo com que as gerações se sucedam na freguesia do restaurante.
Restaurante Pantanal
Endereço: Rua Ivo Freire de Aguiar esquina com Augusto Seixas (próximo à Delicatessen Chame Chame), Candeias
Telefone: (77) 9965.6828
Horário: 18h/23h (qua, qui e sexta), 10h/20h (sáb) e 10h/17h (dom). Fecha seg e ter.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Stand up comedy, os engraçadinhos mudaram de nome!


Qual sala de aula não tem seu engraçadinho...? Toda sala tem. Sempre foi assim e sempre será. Na minha sala no curso de Comunicação da UESB por exemplo tem Muller Leandro, ele é uma espécie de centroavante do São Paulo misturado com lateral-direito do Flamengo. Com o avanço tecnológico das camêras fotográficas e de celulares aliado ao advento da internet, em especial do site YouTube, os vídeos passaram a se popularizar na rede. Por causa disso surgiram várias "webcelebridades", e os "engraçadinhos" se transformaram em Stand Up Comedy. No final do ano passado Jô Soares entrevistou em seu programa um desses caras, Fábio Rabin. Confesso que no início não me interessei muito mas quando o cara começou a contar as histórias dele me surpreendi. O cara era realmente engraçado. Outro que havia visto antes no YouTube também era muito bom, Márcio Américo, que também é escritor e teve um livro seu transformado em filme: Meninos de Kichute. Conheço dois caras são excelentes contadores de caso, Sebastião "Sessé" Silva e Plínio "Boca". Aliás "Boca" é o melhor (e mais engraçado) imitador de Galvão Bueno que eu conheço, é sucesso absoluto nas oficinas do São Vicente. Vou tentar convecê-lo a gravar um vídeo imitando Galvão para postar aqui no blog.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Telemarketing, sua vida por um fio


Você já deve ter ligado pra um telemarketing. Certamente pra fazer queixa de alguma coisa. Os campeões de queixa são as empresas de telefonia que sempre estão lesando os clientes de alguma forma. Então ligamos para o callcenter virados nos seicentos milhões de diabos! Mas é preciso ter muito cuidado na hora de falar com os atendentes, principalmente com o que vai ser dito, e o mais importante: a forma como vai ser dita. Um amigo meu, Ananias, que trabalhava na Conseil, sempre dizia: "tudo é uma questão de comunicação". Os atendentes de callcenters são super bem treinados e conhecem todos os processos, eles vão fazer de tudo pra "puxar" pro lado da empresa. Mas se você tiver razão não tem jeito, você ganha a questão. Mas tem um detalhe chave, os atendentes podem encurtar o problema e resolver tudo logo de uma vez... É. Basta seguir a orientação de Ananias: "fale com jeito". Se você for simpático ele certamente vai facilitar as coisas e você vai ganhar tempo. Isso não deveria acontecer, temos nossos direitos de cidadãos e consumidores, mas como não estamos na Dinamarca nem na Finlândia... Paciência... Mas se o atendente dificultar use a palavra mágica: PROCON. Ou então: ANATEL. Elas tem a força de um He-Man dizendo: "Pelos poderes de Grayskull". Os atendentes tem uma orientação para que caso uma dessas palavras seja ouvida os clientes devem ter suas solicitações atendidadas a qualquer custo. Portanto já sabe, com essas palavras você vai abrir até as Portas da Esperança...